pela manhã eu sentei para escrever um poema
a cidade já era toda ruído e movimento lá fora
e uma luz branca coava a vidraça da janela
o poema brincava de esconde-esconde comigo
brincava com as nuvens e as crianças na rua
e com minha intenção querendo não-querendo acordar...
pela manhã bem cedo levantei para escrever
o poema que a cidade num rumor crescente
fazia vir da rua com a poeira e o ronco dos motores
sobre a mesa da cozinha o papel mudo esperava
o contato da mão e da caneta e esfreguei os olhos
para acordar direito - quase o poema escapuliu
mas eu o segurei pelo rabo e o meti na agenda!
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