03 dezembro 2010

chamado à revolta


o que proponho é o desregramento, nem mais, nem menos... defendo o exagero. contra o desenvolvimento oponho o envolvimento como estratégia, como política, como projeto, como filosofia profunda. defendo a rebelião, a revolta, a subversão, a guerra... sim, a guerra não como dispositivo de poder, de dominação e hegemonia, mas a guerra como resistência, como libertação, como contra-hegemonia. para construir "um mundo onde cabe outros mundos" é preciso destruir esse mundo da mercadoria, do capital, do consumo, dos estados-nações, das grandes mídias, dos bancos, da democracia eleitoral, da política partidária, do conhecimento acadêmico parcelado e parcial... vamos à guerra. convoco os "condenados da terra" ao combate, a luta sem trégua e sem piedade contra os senhores e as senhoras do progresso, os profetas do desenvolvimento, este evangelho do capital... o que proponho exige destruição da ordem estabelecida, da sentido de segurança, da comodidade, do conformismo, da apatia, da acomodação, da conformidade... sou a favor dos desconformes, dos que tem fome... estou do lado não dos fracos e dos oprimidos, mais dos lentos, dos duros, dos crueis, dos que cultivam uma loucura política ativa e não reativa... gosto de ouvir os que falam de "revolução", mesmo que equivocadamente, os que tornam as críticas vigorosas e belas, atrozes e impiedosamente ácidas, cáusticas, indefensáveis, moralmente inaceitáveis... onde estão os críticos? os mais obsecados, os mais virulentos, os mais intoleráveis!!! onde estão os críticos que não se ouve seus bramidos bárbaros? onde estão os poetas malditos? para onde foram os homens e as mulheres que dão a vida pra criar novas possibilidades, mais elevadas, de viver? onde estão aqueles que tem a coragem de dar seu sangue para que frutique, para que nasça um futuro esplendoroso e de dignificação da vida em geral? assistimos abestalhados a desdtruição contínua e irrefreável das condições de vida humana mais dignas para todos os povos, levado a cabo por um punhado de grandes empresas e estados capitalistas imperiais. e o que fazemos? teorias? e o que faremos? defendo um levante popular contra as forças do mercado e da globalização. defendo a multiplicação de revoltas, a desapropriação violenta dos meios de poder privadamente apropriados. defendo a derrubada das cercas e muros dos direitos de propriedade (inclusive tecnólogicos e científicos) que garantem os privilégios dos ricos muitos ricos, dos grandes capitalistas do mundo. derrubemos os grandes capitalistas através de combates em todas as escalas! combates de morte e vida! combates que não errefecerão enquantos não houverem sido quebradas todas as barreiras de socialização das riquezas, dos saberes e das tecnologias poduzidas. grandes capitalistas do mundo temei por que um fantasma ronda o mundo, muito mais poderosos que o antigo comunismo da era industrial/imperialista. é o fantasma das microrevoluções disseminadas, das guerras das classes subalternas; é o fantasma das insatisfações acumuladas... temei grandes capitalistas e dominadores das grandes máquinas estatais: o sistema totalitário que erigis e mantém contra todos vai ruir estrondosamente! nada podeis fazer! o mundo não os suporta mais! convoco a todos para uma batalha sem trégua e sem piedade contra os grandes capitais!!!

2 comentários:

  1. Edir, AMEI! Seu blog está MARAVILHOSO! PARABÉNS!

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  2. Olá Professor! Este texto está muito bom. Eu "ideólogica comunista" que sou gostei!

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