01 dezembro 2010

imundice


contextualize
deixe tudo rodar e me peça
espaço e tempo se quiser...

as fardas estão manchadas
os tanques subiram os morros
violando terriórios restritos

cotidiano
as noticias da tv são ostensivas
violanção de toda realidade
- quem vai ganhar com isso?

você não quer saber
as fogueiras dos ônibus e carros
queimados continuam acendendo ira

contextualize
amor, essa miséria não acaba
pobre é o pensamento, rico
o espetáculo... armas nas mãos

é o bem contra o mal
e todo mal é o crime favelado
"agora sim teremos paz"

tudo é confusão e imundice
essa gente hipócrita quer nos convencer
- ah, amor, esqueci de compra pão!

como foi meu dia


bruta paisagem urbana. corpos que se movem tantos... corpos que são todos os outros. e as máquinas que rugem furiososas na pressa e agitação... coisa crua de tão real essa miragem das ruas. o deserto aqui é a miragem... as solidões que coexistem lado a lado... todos os dias. todos os dias é assim... sem poesia. a cidade carregada de imagens tantas. anúncios aos milhares. propagandas de um colorido violento, invasor... e você me pergunta como foi meu dia...