aparências...toda realidade. você pode querer o oculto, o mistério, a essência... e sei lá mais quê... aparências nos fazem. a rua que vejo sem olhar, o tempo que passa, sem passar... o céu sobre a cidade. as nuvens filtrando raios de sol... a mulher com roupa de ginástica caminhando... o velho mendigo fumando na calçada. as crianças batendo bola... aparência não é superfície simplesmente. não é só o que a gente pode ver... a parência é o mundo com conteúdo, com texturas, formas, sons, volumes, odores, sentidos, símbolos, signos... vivências. a aparência contitui a materialidade incontornável da vivência. engana? ilude? aliena? esconde a "realidade"? mas, quem suportaria viver sem ilusões? aparência não é transparência, nem opacidade... é ambivalência, ambiguidade, multiplicidade, pluralidade... a aparência é o modo como se revela a pluraidade e heterogeneidade do mundo. a aparência não aliena... o trabalho nos aliena. a diversão comprada nos aliena. o prazer e o conforto adquiridos a prazos e com juros nos alienam. a comunicação massiva e espetacular nos aliena. a aparência constitui o que nos aparece e acontece em dado tempo e lugar. nós somos aparência. nós fazemos aparecer. a aprência não é uma paisagem neutra e subjetiva. é uma construção cotidiana e coletiva, social, cultural e histórica. a aparência não precisa de explicação. a aparência não precisa de interpretações. a aparência não depende da razão. a aparência é uma condição humana. sem aparência o mundo cairia numa total e absurda ruína, afundaria num caos absoluto, no qual ninguém suportaria viver... o mundo humano é o mundo das aparências às quais não podemos opor nenhuma essência. a essência é mentira, engodo, farsa dos que querem se convencer que existe uma verdade para além da vida concreta, de terra, do corpo... o corpo aparece, por isso é corpo. a vida aparece, por isso é vida.
08 dezembro 2010
o elogio da aparência
aparências...toda realidade. você pode querer o oculto, o mistério, a essência... e sei lá mais quê... aparências nos fazem. a rua que vejo sem olhar, o tempo que passa, sem passar... o céu sobre a cidade. as nuvens filtrando raios de sol... a mulher com roupa de ginástica caminhando... o velho mendigo fumando na calçada. as crianças batendo bola... aparência não é superfície simplesmente. não é só o que a gente pode ver... a parência é o mundo com conteúdo, com texturas, formas, sons, volumes, odores, sentidos, símbolos, signos... vivências. a aparência contitui a materialidade incontornável da vivência. engana? ilude? aliena? esconde a "realidade"? mas, quem suportaria viver sem ilusões? aparência não é transparência, nem opacidade... é ambivalência, ambiguidade, multiplicidade, pluralidade... a aparência é o modo como se revela a pluraidade e heterogeneidade do mundo. a aparência não aliena... o trabalho nos aliena. a diversão comprada nos aliena. o prazer e o conforto adquiridos a prazos e com juros nos alienam. a comunicação massiva e espetacular nos aliena. a aparência constitui o que nos aparece e acontece em dado tempo e lugar. nós somos aparência. nós fazemos aparecer. a aprência não é uma paisagem neutra e subjetiva. é uma construção cotidiana e coletiva, social, cultural e histórica. a aparência não precisa de explicação. a aparência não precisa de interpretações. a aparência não depende da razão. a aparência é uma condição humana. sem aparência o mundo cairia numa total e absurda ruína, afundaria num caos absoluto, no qual ninguém suportaria viver... o mundo humano é o mundo das aparências às quais não podemos opor nenhuma essência. a essência é mentira, engodo, farsa dos que querem se convencer que existe uma verdade para além da vida concreta, de terra, do corpo... o corpo aparece, por isso é corpo. a vida aparece, por isso é vida.
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