29 novembro 2010

Paisagem de erros


Cabe um erro aqui. Uma paisagem de erros. E para depois. Como tudo sempre é o mesmo. Como volto e nunca me escondo... Eu sei dizer o que não é palavra ainda... O que é ensaio vago de uma noite escassa. Eu digo: a palavra vive em sua cor de barro e sangue. Cabe outro erro, bem aqui: onde você deixou a flor e a borboleta borradas. Onde você escondeu o segredo violado e as paisagens de espanto da memória. Cabem todos os erros que nunca foram... e que te fazem ser o que não és em todos que estás sendo, em todos que fostes um dia e serás. Eu não sei dizer mais digo palavras que invento!

3 comentários:

  1. Que bom ler novas digressões. Poesia viva que pulsa... Que bom ouvir o som da maré batendo na encosta, que bom ver do trapiche o sorrir das águas brincando com o ar... Cabe mais no tempo, cabe mais em mim. Abraço amigo!

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  2. que bom que vc gostou, velho... tuas palavras são um elixir de incentivo!

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